December Boys

Depois da bruxaria toda, o cabeludo maconheiro torna-se Maps: órfão. E pareceu-me que essa foi mesmo a intenção desse papel do Radcliffe – não ser o Potter. Não que ele tenha desenvolvido características de sua atuação nunca dantes navegadas de maneira notável. Ele simplesmente não era o bruxo. Atua bem.

O Misty, protagonista, impressiona. Não sei por que atuações mirins geralmente me cativam. Acho que tenho assistido a muito filme só com gente grande, aí a coisa simplesmente surpreende. Deixa-me perplexo.

E é a perplexidade que chama a atenção no correr do filme. Achei o grande trunfo do roteiro esse de explorar a ânsia de explorador que habita os corações dos infantes masculinos. Mesmo que estes estejam juntos somente pelos aniversários próximos – December boys.

Outro trunfo do roteiro, agora em visão mais ampla: tratamento coerante dos elementos. Nenhum elemento da narrativa – personagem, local, situação, clímax, feito e desfeito – parece estar lá a toa. É um roteiro bem polido e acabado.

No mais, numa primeira impressão, pode ficar o gosto de 'só-mais-um'. Talvez pelo Radcliffe como coadjuvante – o cara podia ter aparecido menos, mas acho que acochambraram uma certa relevância no menino. Mas não se iludam... há notas mais bacanas no perfume.

...ah, quer crítica bem estruturada e embasada? vai ler alguém que receba pra isso.

Até mais ler.

1 clicaram, e eu os agradeço.:

Ju Pic disse...

Eu acho que o Tadeu tá de folga do Blogue do Tadeu..
Eu gosto das coisas que o Tadeu escreve no Bloque do Tadeu...
Ei! escreve mais aí rapaizz!
=D