á já morta, mas sempre gloriosa...
La linceul de la papillon
Encontrei, já seco, o casulo. Só não sei exatamente o que eu chamo de casulo. "O que está em cima é como o que está em baixo" ela dizia. Hermes havia permeado muito de nossa existência... e agora o 'casulo seco' era tanto o robe no chão da sala quanto o apartamento - de tão seco, quebradiço - e toda a aura de afazeres e objetos que protegiam-na, dia a dia.
Ela me possibilitara muito. Do riso a uma porção de discos que não compraria de outra forma. Ela também pudera alçar vôos mais altos. Pudera, com uma rede abaixo, em volta... acima também. A coisa era meio assim: parece que voava, mas não abandonara o casulo. E a ilusão inflava-o.
Assim morre - gloriosa - para colocar uma dezena de pés no chão.
Não que isso importe, mas morria também uma parte de mim. Desidratada.
Encontrei, já seco, o casulo. Só não sei exatamente o que eu chamo de casulo. "O que está em cima é como o que está em baixo" ela dizia. Hermes havia permeado muito de nossa existência... e agora o 'casulo seco' era tanto o robe no chão da sala quanto o apartamento - de tão seco, quebradiço - e toda a aura de afazeres e objetos que protegiam-na, dia a dia.
Ela me possibilitara muito. Do riso a uma porção de discos que não compraria de outra forma. Ela também pudera alçar vôos mais altos. Pudera, com uma rede abaixo, em volta... acima também. A coisa era meio assim: parece que voava, mas não abandonara o casulo. E a ilusão inflava-o.
Assim morre - gloriosa - para colocar uma dezena de pés no chão.
Não que isso importe, mas morria também uma parte de mim. Desidratada.
3 clicaram, e eu os agradeço.:
fumiga
Voar e abandonar o casulo não são paradoxais, são consecutivas. Nós, humanos, somos capazes de coisas que outras espécies não são. Tal qual termos raízes e asas. Ou eu que to falando bobagem.
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