1995, O Quatrilho é indicado ao Oscar. Havia dez anos desde que O Beijo da Mulher Aranha - filme que se passa em uma prisão na América do Sul - fora indicado. Este, por sua vez, é produção conjunta com os EUA, estrelando Raul Julia, nem sei se conta.
E esse Quatrilho é depois seguido por Central do Brasil, Cidade de Deus e, agora, o 174. Mas, não precisaria ser esse filme, sobre a parcela economicamente desfavorecida do Rio de Janeiro (PEDRJ, em diante). Temos muita diversidade, como aquele outro do romance proibido entre uma moça rica e o menino da PEDRJ. Tem também o murro [com direito a soco inglês] no pâncreas - AKA Tropa de Elite - sobre confrontos entre polícia e bandidos da PEDRJ. Isso só pra complementar a diversidade que já era estonteante com Central do Brasil - PEDRJ - e Cidade de Deus - PEDRJ.
Isto é uma macrovisão. Particularmente, gosto muito de uns dos filmes e um tanto de outros. Uns também não ví. Mas vou começar uma campanha para que o Ministério da Cultura - tal como o da saúde vem belissimamente fazendo nos cigarros - intervenha:

É natural que um cinema que ainda se coloca em pé como o nosso se valha de fórmulas de mercado. Ganhamos uma prateleira até bem posicionada na seção cinema não-americano rotulada de violência e pobritude carioca. E tem vendido bem.
Apesar de ter dito que ia 'começar uma campanha' lá em cima, isso só foi mesmo pretexto pra colocar uma imagem com palavrão no blogue. Urrú! A verdade é que eu, apesar de ter minha ligação com cultura e arte, nunca me ví um paladino dos ideais artísticos. Não faço campanha de porra nenhuma. [outro, agora no corpo de texto! hoje eu tô que tô]
Mas o que mais a gente tem? A gente tem um gênero de comédia todo particular, como o Lisbela e o Prisioneiro, o Auto da Compadecida ou Narradores de Javé [esse último, em bom português, é um must see!]. Tem dramas como o LavourArcaica e muito mais. Mas acho que ainda não é hora de exportar isso.
Estou esperando.
Apesar de ter dito que ia 'começar uma campanha' lá em cima, isso só foi mesmo pretexto pra colocar uma imagem com palavrão no blogue. Urrú! A verdade é que eu, apesar de ter minha ligação com cultura e arte, nunca me ví um paladino dos ideais artísticos. Não faço campanha de porra nenhuma. [outro, agora no corpo de texto! hoje eu tô que tô]
Mas o que mais a gente tem? A gente tem um gênero de comédia todo particular, como o Lisbela e o Prisioneiro, o Auto da Compadecida ou Narradores de Javé [esse último, em bom português, é um must see!]. Tem dramas como o LavourArcaica e muito mais. Mas acho que ainda não é hora de exportar isso.
Estou esperando.
3 clicaram, e eu os agradeço.:
Nossa, fiquei até sem fôlego lendo o seu post... nossa que palavras, você faz uma escrita maravilhosa... eu leio bastante livros de todos os estilos, porém acho que por os que eu gosto mais serem romances, acho que não tenho um vocabulário e arranjo de palavras tão bom quanto o seu... Parabéns, se é que os parabéns dada por uma garota qualquer serve de alguma coisa...
você a partir de agora vai constar nos meus blogs favoritos... Abraço!
Geralmente se exporta aquilo que é bom para o mercado interno. Eu não sou nenhum connaisseur do cinema nacional, mas tenho que falar que o que faz sucesso é aquilo que retrata desgraça. Os filmes mais famosos, arrisco-me a dizer, são aqueles que parecem novelas ou minisséries em menos tempo e mais tela.
Atualiiiza
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