Uma semana que me fez pensar na real diferença entre rituais, costumes e vícios, sejam eles químicos, psicológicos ou culturais. Isso por que mais que um vício, cortei o ritual. Aqueles minutos em que lentamente os planos do dia tomam forma na cabeça enquanto, maquinalmente (religiosamente?) coador, pó, água... se foram. Dentre outros.
Há sempre espaço para outros vícios/ritos.
Hoje a corrida foi acompanhada. E recomendo que, se forem se exercitar com mais gente, que sejam amigos de verdade. Ainda haverá uma leve vergonha daquela preguiça de dar a última volta, mas não tanta a ponto de você sair totalmente do seu ritmo. Obviamente isso serve de metáfora a qualquer outra coisa que façamos na vida, mas, como sempre, as metáforas deixo com ele.
Desci à praia no feriado.
Outra quebra.
Ir à praia, nos últimos bons anos, foi uma atividade socialmente definida. Algo a se fazer com um grupo de amigos, com bagunça e areia e água. Dessa vez a proposta foi outra. Muita conversa, e muita ideia enquanto a praia, salvo por duas breves caminhadas, se tornava um quadro vivo no vidro da sacada. E continuo respondendo o 'Por que?' com 'Por que não?'.
Aliás, Santos é uma cidade bem boa.
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