GOOGLE ME!

Em artigo da Wired, Buskirk comenta uma nova tentativa do Google em se embrenhar nas redes sociais. As tentativas com o Buzz e o Wave, apesar de seus nomes super-bacanas, não lograram efeito. A gente sabe, bem como o mundo inteiro, que o Orkut só pegou por aqui em terrae brasilis, mesmo com coisas tão ótimas quanto mensagens com belas músicas e coloridos e descolados fundos de tela. Sem contar os ads ocupando boa parte da página inicial.

Segundo Buskirk, a especulação dessa volta teve início em um tweet deletado de Kevin Rose, CEO da Digg, falando de um grande rumor sobre a criação de um competidor para o facebook chamado "Google Me". Eles tentaram lançar o wave com um longuíssimo vídeo cheio de piadinhas em uma apresentação altamente descolada e não rolou. Agora eles tentam um lançamento "viral" baseado em um rumor não-oficial. É isso?

Ainda no mesmo artigo o autor comenta que o grande diferencial que o Google pode ter em relação ao Facebook, se quiser mesmo desbancá-lo, será uma maior abertura. Tudo o que acontece no Facebook não sai de lá. Você não consegue transportar seus comentários, fotos e curtições (likes) para outras redes e isso seria possível com um sistema baseado em XMPP. Seria uma aposta válida, principalmente agora que a imagem do Facebook está extremamente debilitada pela questão de privacidade - já que o Google tem tanto respeito por isso.

Parênteses

Cada vez mais a área de comunicação digital parece ser arena de competições cada vez mais diretas. No caso dos celulares, os três exemplos abaixo mostram uma abordagem que antes não era normal (ao menos não a meus olhos) nesse setor: ataques diretos.

RIM (Blackberry) X Apple

Resposta da Apple

Nokia X Apple
Em site da Nokia, piadinha com problemas de sinal apontados por usuários de iPhone:
"Of course, feel free to ignore all of the above because realistically, you’re free to hold your Nokia device any way you like. And you won’t suffer any signal loss. Cool, huh?"

Fecha Parênteses


Essa questão de ataque direto pode ser realmente uma boa maneira de a Google ou qualquer outra empresa conquistar participação de mercado na utilização de redes sociais. Há uma piada corrente sobre Facebook e Twitter - Facebook é onde você se conecta com as pessoas com quem você estudou e trabalhou, no twitter, com quem você gostaria de ter estudado e trabalhado. A questão é simples, em termos de rede social, você vai onde estão as pessoas com quem quer se relacionar. É como sair num sábado a noite, com a única diferença que um perfil com mais de mil conexões não traz o incômodo de esperar muitos minutos por uma cerveja quente no balcão.

Outra ideia é nixo. Redes como o Plaxo ou o Linked In entraram solidamente na praia das redes sociais apostando nas conexões de negócios. Principalmente ganhando validação no terreno profissional, no qual Facebook ainda é sinônimo de improdutividade. Seria, na analogia do sábado a noite, uma festinha mais VIP.

Particularmente acredito que se a Google - ou qualquer outra - quiser tirar alguém do Facebook, vai ter que tirar todo mundo. A internet não busca volume em vendas. Busca volume de tempo. Nosso tempo. E ninguém vai querer uma rede social para cada 3 conexões e horas até saber quem está namorando, de bem com a vida ou puto com o chefe.

É. Algo assim.

Até mais ler.

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