Lendo 30 coisas das quais um grande amigo sente falta, interessou-me muitas delas ainda viverem comigo. Não que eu use pente, mas eu poderia. Ainda tenho férias escolares - já que fui, sem intervalo nem creminho, de aluno a professor - moro sozinho, tenho um peso de dois dígitos (em kg, antes que algum físico me encha o saco com SI) e o frio na barriga ao flertar ainda existe e hoje vem acompanhado de incontinência urinária. Meu comentário: e as coisas que sentem falta de você, como ficam?
Chegando a hora de uma segunda mudança de ares e lugares, estas - que sentem nossa falta - começam a dar as caras e mostrar que ou agora mentem ou andavam escondendo a verdade. Cada demonstração de apreço motivada pela minha despedida aumenta o tamanho e a intensidade luminosa do neon brilhando na minha cabeça: Too little, too late.
Até pensei em fazer uma lista com coisas que podem sentir minha falta, mas achei um tanto presunçoso demais. Eu até sei em quem e no que deixo um espaço vazio considerável, mas isso é assunto pra eu lidar. E o interessante é que cada vazio que se deixa precisa de um trabalho diferente. Isso talvez demande uma lista:
Já eu, bem, sempre fui objetivo. Faço tudo por aqueles que sei que não ficam pra trás, mas estarão sempre ao lado, acompanhamndo minhas mudanças enquanto eu participo da deles. Os que ficam pra trás, ficam como imutáveis artigos de museu mesmo. Serão sempre uma memória, mesmo se encontrá-los no futuro.
Até pensei em fazer uma lista com coisas que podem sentir minha falta, mas achei um tanto presunçoso demais. Eu até sei em quem e no que deixo um espaço vazio considerável, mas isso é assunto pra eu lidar. E o interessante é que cada vazio que se deixa precisa de um trabalho diferente. Isso talvez demande uma lista:
- Tem situações que, quando o vazio é eminente, pedem que seja o mais rápido possível. Com esses, já perdí o contato há semanas.
- Tem aquelas que pedem o contrário. Até a última gota da clepsidra.
- Tem outros que pedem relatório: Lembra como começou? Aí fizemos tal e qual... depois a gente não se viu mais - mas deixa isso pra lá.
- Teve aquela que, talvez pra se enganar quanto à importância do que tinha ficado pra trás, me pede que devolva algo trivial. "Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim! O resto é seu"
Já eu, bem, sempre fui objetivo. Faço tudo por aqueles que sei que não ficam pra trás, mas estarão sempre ao lado, acompanhamndo minhas mudanças enquanto eu participo da deles. Os que ficam pra trás, ficam como imutáveis artigos de museu mesmo. Serão sempre uma memória, mesmo se encontrá-los no futuro.